Estudantes de escolas públicas podem ganhar isenção de taxa de inscrição de concursos públicos

10 03 2012

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candidato que tiver estudado em escola pública pode ganhar isenção na inscrição
Transcrito do Extra Online
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 3.272/2012, que isenta de pagamento de taxa de inscrição em concursos públicos os candidatos que estudaram em escolas públicas. De acordo com a proposta, o benefício vai valer para os concursos promovidos pelos órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta, inclusive para os processos seletivos simplificados para a contratação de pessoal por tempo determinado.
Para ganhar a isenção, o candidato terá que apresentar um requerimento comprovando ter cursado todo o ensino fundamental e o ensino médio na rede pública. O projeto ainda será distribuído para as comissões técnicas da Câmara.





TECNOLOGIA SEM PEDAGOGIA

15 02 2012

Tecnologia sem pedagogia
Primeiro o governo compra os tablets, depois pensa em que e como serão usados
13 de fevereiro de 2012 | 3h 09
O Estado de S. Paulo
Embora a presidente Dilma Rousseff tenha prometido converter a educação em prioridade de sua gestão, seu governo vem mantendo, neste setor, a tradição iniciada por
seu antecessor, de agitar bandeiras muito mais vistosas do que eficazes. A última iniciativa do Ministério da Educação (MEC ) é prova disso. Sem análises técnicas aprofundadas sobre o uso pedagógico de aparelhos eletrônicos em sala de aula, o órgão
acaba de abrir uma licitação para adquirir 900 mil tablets, que serão distribuídos na rede
pública de ensino básico.
Indagadas a respeito de como o material será utilizado, as autoridades educacionais limitaram-se a afirmar que o método pedagógico será definido depois da chegada das máquinas. Em outras palavras, o MEC pretende gastar mais de R$ 330 milhões num projeto de contornos imprecisos e metas vagas. A ideia é que, depois de aprenderem a manusear os tablets, os professores da rede pública disseminem em sala de aula tudo o que aprenderam em matéria de tecnologias digitais.
Contudo, de que adianta dar material eletrônico de última geração a alunos que mal sabem escrever o nome, não são capazes de escrever uma redação e, em matemática, não conseguem ir muito além das quatro operações aritméticas? Faz sentido gastar com tablets e outros equipamentos de informática quando as instalações físicas de muitas escolas da rede pública se encontram deterioradas por falta de recursos para manutenção? Não seria mais eficiente valorizar o objetivo básico do sistema educacional – que é ensinar a ler, a escrever e a calcular -, do que desperdiçar recursos com modismos pedagógicos? Por que gastar tanto dinheiro em técnica de comunicação se o conteúdo do que é comunicado continua sendo objeto de livros didáticos medíocres, muitos dos quais com erros elementares, falhas conceituais e nítido viés ideológico?
Até mesmo os educadores favoráveis ao uso de tecnologias digitais nas salas de aula da rede pública de ensino básico criticam o açodamento das autoridades educacionais na aquisição dos 900 mil tablets. Eles lembram que, para fundamentar a decisão, o MEC realizou apenas uma audiência pública, em agosto do ano passado. E, mesmo assim, os debates giraram mais em torno de aspectos técnicos – como tamanho de tela – do que de questões educacionais.
O fato é que a compra de 900 mil tablets poderá ter a mesma trajetória do projeto Um aluno por Computador, lançado pelo presidente Lula. Inspirado nas ideias do americano Nicholas Negroponte, que propôs no Fórum Econômico de Davos de 2005 a distribuição de computadores pessoais de baixo custo nos países em desenvolvimento como o primeiro passo para uma revolução educacional, o projeto era oportuno, mas foi implantado com graves falhas de gestão. Relatório feito pela UFRJ, a pedido da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), afirma que o projeto está em situação “caótica”. Dos 600 mil computadores que foram oferecidos no ano passado a Estados e municípios, só a metade foi comprada. Uma parte dos computadores adquiridos encontra-se subaproveitada. O índice de laptops quebrados é alto.
Diz ainda o relatório que, como não passaram por programas de capacitação para utilizar tecnologia digital em sala de aula, os professores receberam a inovação como “ameaça”. Cerca de 20% dos docentes guardaram o equipamento numa gaveta ou num armário. “O desenho do projeto subestimou as dificuldades de apropriação da tecnologia pelos professores do ensino fundamental e médio em comunidades relativamente carentes, o que levou a um subaproveitamento dos computadores em sala de aula”, diz o relatório da SAE, depois de afirmar que o projeto teve “custos elevados” e que seus resultados ficaram “aquém do esperado”.
Ninguém põe em dúvida a importância da tecnologia como instrumento de educação. O que se pergunta é se não seria mais urgente cuidar dos gargalos da educação pública, como a melhoria do ensino de disciplinas básicas, nas quais o desempenho da maioria dos estudantes nas avaliações do MEC continua abaixo da crítica.
(Fonte: Estadao.com.br http://www.estadao.com.br/noticia_imp.php?req=impresso,tecnologia-sem-pedagogia-,835153,0.htm)





EDUCAPOBRE

22 11 2011

Decreto irônico criado por professor, no orkut, é sucesso entre profissionais

EDUCAPOBRE

Professor Marcos Luiz Freitas Rodrigues

No uso das atribuições que me foram conferidas pelo meu honesto trabalho de instruir e formar, intectualmente, crianças e jovens de grupos sociais carentes e

CONSIDERANDO o surgimento do Projeto “Ginásio Carioca” que visa a excelência do ensino público.

CONSIDERANDO a progressiva e consistente privatização do ensino público

CONSIDERANDO a desordem burocrática e institucional, e carência material que hora tomam conta da maioria de nossas escolas

CONSIDERANDO o descaso de nossas autoridades municipais com o principal promotor da escola de qualidade, o professor e suas necessidades

Estabeleço o EDUCAPOBRE.

O EDUCAPOBRE consiste na permanência do desamparo instrucional dos mais necessitados de grupos sociais menos favorecidos economicamente,

O EDUCAPOBRE enviará as nossas U.E.’s material pedagógico de baixa qualidade. Mal redigido, confuso, com informações dúbias, incompletas ou mesmo equivocadas. Sem referências adequadas de fontes ou revisão apropriada.

O EDUCAPOBRE usará verbas de forma irresponsável e desorganizada, fará obras caras e desnecessárias em algumas escolas enquanto manterá à mingua centenas e centenas de outras. Enviará material caro e além das necessidades para algumas enquanto outras não terão o suficiente para o funcionamento adequado

O EDUCAPOBRE relegará o Profissional de Educação a uma condição de “mentiroso e preguiçoso” a priori, e o punirá sempre que precisar se afastar utilizando leis federais. O salário será aviltado e o profissional deverá se desdobrar em horas extras e outras tarefas de forma a conseguir o seu, e de sua família, sustento digno.

O EDUCAPOBRE criará diversas artimanhas para ocultar o real desempenho pedagógico dos alunos e promovê-los às séries escolares seguintes ainda que não dominem o mínimo do conhecimento necessário. Deixará as crianças em depósitos sem qualquer estrutura operacional e chamará a isto de “escola integral”.

O EDUCAPOBRE esvaziará o ensino regular através da instituição de Projetos e mais Projetos que possuem apenas um objetivo proselitista e eleitoreiro.

O EDUCAPOBRE entregará à direção da educação municipal a políticos oportunistas e carreiristas. Ligados a grandes grupos econômicos da comunicação e mídia, se cercarão de acólitos e bajuladores para conduzirem nossa sofrida rede pública.

O EDUCAPOBRE terá como principal objetivo produzir manchetes de jornais que “incensem’ o poder e calem todas as vozes que se levantarem pelo caráter, pela decência e pela moralidade.

Em tempo,

O EDUCAPOBRE oferecerá uma educação pobre para os mais pobres.

O professor Marcos Luiz Freitas Rodrigues atua na rede municipal do Rio de Janeiro na E.M. Dalva de Oliveira.





O DEPOIMENTO DA PROFESSORA AMANDA GURGEL

20 05 2011




QUESTIONÁRIO RESPONDIDO

14 04 2011

Para baixar o questionário respondido em PDF:
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Para baixar o questionário respondido em WORD:
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TIROS EM REALENGO: O DIA SEGUINTE

9 04 2011

Aqui em minha sala, a luz do sol ao entrar pela janela do lado esquerdo, produz um efeito causado pelo desenho da vidraça e projeta a sombra de uma cruz no chão. O símbolo maior do Cristianismo, marca em minha lembrança o terrível e inesquecível dia de ontem.
“Foram 10, 12 minutos de tiros”, diz o aluno. “Vi meu filho com um tiro na cabeça”, diz o pai. A lista de relatos do horror praticado ontem em Realengo se estende e cresce, mas a pergunta inicial e irrespondível permanece tão presente e forte quanto o sol deste belo dia seguinte: por que um ser humano (?) faz algo tão terrível contra seus semelhantes? Crianças indefesas além do mais…
Não faltarão palpiteiros e especialistas – existe diferença? – propagando na mídia as mais complexas e mais simples teorias para justificar/explicar tanta insanidade, inúteis todas. “É falta de religião!” dizem alguns, “é excesso de religião!” dizem outros. Deturpando Nietzsche, penso que todos têm razão e ninguém tem razão.
Na república platônica, semelhante distúrbio da natureza não teria passado pelo exame inicial e teria o mesmo destino dos outros desvios genéticos, mas soluções genéticas estão ligadas para sempre, aos experimentos nazistas e o resultado é sobejamente conhecido por todos.
Permanecendo na raiz das coisas, repito aqui a pergunta do poeta: “Que ventre produziu tão feio parto?”.
O aprendiz de Satã teria outro destino se fosse de um lar funcional e amoroso? Ou é um típico produto do verme da droga que está corroendo as instituições – família inclusive – desde os fatídicos anos sessenta?
O discípulo de Asmodeu não foi amado na infância e resolveu acertar suas contas com a sociedade, pagando com ódio adulto os castigos recebidos na infância? Dá-lhe Freud…
O aluno de Lúcifer é mais um delirante que, com perdão do vulgar, “quer aparecer” a qualquer custo, não importa qual seja?
O fato é que além de matar os sonhos, das vítimas e das famílias, ainda no ovo, os tiros em Realengo também traumatizaram, para sempre, os que sobreviveram.
Lembro aqui o que é para meus propósitos o maior dos crimes cometidos pelo artesão do demônio. Hoje, o dia seguinte dos tiros em Realengo, apesar de tudo é um belo dia de sol e aquelas crianças, pobres e infelizes crianças, não estão mais aqui para ver um dia assim, com um sol assim.
Aqui em minha sala, a luz do sol ao entrar pela janela do lado esquerdo, produz um efeito causado pelo desenho da vidraça e projeta a sombra de uma cruz no chão.
Que em paz descansem.





ALUNOS DAS TURMAS EJA 1002, 1003,1004 E 1005

17 03 2011

Orientações sobre o trabalho do 1º bimestre
O trabalho consta de duas partes:
1ª parte)
Responder as 50 perguntas, 35 do primeiro questionário e 15 do segundo;

2ª parte)
Fazer duas pesquisas, sendo uma sobre a vida e a obra de Auguste Comte e a outra sobre a vida e a obra de Emil Durkheim.

Apresentação do trabalho: As respostas e as pesquisas devem ser manuscritas em papel almaço, duplo, pautado e caneta azul ou preta.

Entrega do trabalho: no dia do teste (próxima aula)

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MATERIAL PARA DOWNLOAD

1) Texto: Ciências Sociais (Conceitos básicos)
PARA BAIXAR CLIQUE AQUI

2)Aula em PowerPoint: Ciências Sociais (Conceitos básicos)
PARA BAIXAR CLIQUE AQUI
3) Texto: O surgimento da Sociologia 
 PARA BAIXAR CLIQUE AQUI

4) Questionários
35 perguntas – PARA BAIXAR CLIQUE AQUI
15 perguntas – PARA BAIXAR CLIQUE AQUI
5) Links para pesquisa
http://pt.wikipedia.org/wiki/Comte
http://pt.wikipedia.org/wiki/Durkheim
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociologia