MAIS DE 50 LIVROS DIDÁTICOS EM BOM ESTADO SÃO JOGADOS FORA

17 02 2009

 Transcrição: Isabella Guerreiro – Extra

 Oito livros didáticos jogados no lixo na porta de uma escola municipal. Esses são os primeiros livros da família de Marcelo*, de 25 anos. Quando voltava do trabalho, por volta das 18h da segunda-feira dia 2, o jovem se surpreendeu ao encontrar seis sacos com mais de 50 livros didáticos na porta da Escola Municipal Capitão de Fragata Didier Barbosa Viana, que fica na Rua Noêmia da Silveira, na Ilha do Governador. Indignado com a atitude, Marcelo fotografou a cena: – É um absurdo jogar no lixo. O material poderia ser aproveitado de uma maneira melhor ou mesmo ser doado para um biblioteca. Isso custa dinheiro do nosso bolso. Entre os exemplares, com selos do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) – que custou R$ 661 milhões em 2008, sendo R$ 37 milhões só para o Rio de Janeiro – havia volumes do aluno e do professor referentes ao primeiro ciclo do ensino fundamental, como $para a alfabetização e livros de matemática.

Pouco ou nenhum uso

 Os livros, publicados entre 2000 e 20007, estavam em bom estado de conservação e aparentavam pouco ou nenhum uso. E alguns dos títulos ainda constam no guia do PNLD de 2008. De olho no futuro dos filhos, o jovem escolheu alguns dos exemplares rejeitados pelo colégio para ajudar nos estudos das crianças: – Resolvi pegar uns livros, principalmente, para meu filho de sete anos. Ele faz muitos trabalhos escolares e gosta de brincar de estudar com seu material didático. Além dos livros que ele usa no colégio, os que peguei no lixo são os únicos que temos em casa. A Secretaria municipal de Educação informou, por meio de nota, que a direção da Escola Didier Barbosa Viana não descarta livros do PNLD. Os mais antigos são doados aos alunos para pesquisas.

MEC critica atitude

A assessora da Representação do Ministério da Educação no Estado do Rio de Janeiro, Léa Cutz Gaudenzi, viu os oito livros recolhidos por Marcelo e afirmou que não há justificativa para que os exemplares fossem para o lixo. – Não há motivo para descartar nenhum deles – garante ela. – Um livro só é considerado inaproveitável se estiver defasado conceitualmente, reprovado pelo MEC, molhado ou fisicamente irrecuperável. Segundo Léa, os volumes ainda poderiam ser usados: – O livro de 2007 ainda está em vigor. Além disso, os professores podem tirar lições das outras obras para enriquecer uma aula – disse Léa, que pedirá explicações à coordenação do PNLD no Rio.


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