LUTA POR VAGA NAS SALAS DO ESTADO

22 01 2009

Transcrição: Maria Luisa Barro e Alex Martins. “O DIA”

Pais enfrentam filas para conseguir escola perto de casa: houve alunos alocados a 350 km do bairro onde vivem

Rio – O primeiro dia de repescagem de vagas da rede estadual foi marcado por muitas filas nos pólos de matrícula. Centenas de mães e responsáveis, que se cadastraram pela Internet, dormiram na porta das escolas desde sexta-feira para tentar garantir uma vaga. Por uma série de erros no sistema, teve aluno de 10 anos alocado em escola noturna e estudante da Baixada que conseguiu vaga no Noroeste Fluminense, distante sete horas de casa. Foi o caso da artesã Lúcia Rodrigues, 48 anos, moradora de São João de Meriti. A filha Isabel, 15 anos, foi encaminhada para uma escola de Bom Jesus do Itabapoana, a mais de 350 quilômetros. “Optei pelo Colégio Roberto Silveira, em Caxias, mas matricularam minha filha na Escola Roberto Silveira, em Bom Jesus, onde nunca estivemos antes”, declarou, surpresa, Lúcia. Ela conta que só conseguiu resolver a situação após muito sacrifício. “Cheguei às 4h30 na porta do Murilo Braga (escola-pólo) e consegui a senha de número 61. Foi uma luta. Só consegui a vaga com muito esforço mesmo”, contou.
SURPRESA NOS CARTÕES
A confusão começou na quinta-feira, quando os cartões de confirmação começaram a ser entregues. A corrida pelas vagas atingiu 16 mil estudantes. No total, 8.867 alunos receberam vaga diferente das cinco opções indicadas no site. Outros 7.796 ficaram sem vaga no sistema.  Desde cedo, mães lotaram a quadra do Colégio Murilo Braga, escola-pólo de São João de Meriti. “Está um tumulto. Temos medo de perder a vaga”, reclamou Roberta Martins, 31, que pediu matrícula para o filho Juan, 10, no turno da manhã, e recebeu como opções turno da noite em três escolas de Duque de Caxias. “Não existe isso. Uma criança estudar tão longe e à noite!”, completou.
A atendente de telemarketing Marli Silva, 39 anos, chegou às 5h30 à escola-pólo Leopoldina da Silveira, em Bangu, e já havia 217 mães à sua frente. “Consegui mudar a vaga de Campo Grande para Bangu. Não era a que eu queria, mas ficou mais perto”, conformou-se.
ERRO NO SISTEMA
O problema se repetiu no pólo da Taquara, na Zona Oeste, onde 700 pessoas aguardavam uma solução. A Secretaria Estadual de Educação admitiu que houve erros de processamento na informática, mas garantiu que todos os casos serão resolvidos até o dia 9 de fevereiro, quando começa o ano letivo. A secretaria informou ainda que há excesso de vagas e que não há necessidade de uma corrida na matrícula. Todas as Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) e escolas-pólos estão prontas para o atendimento.

 


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