ATENÇÃO COLEGAS PROFESSORES! SUGESTÃO DE BICO PARA O NATAL…

29 11 2008

Transcrição: G1

Paulo Bier, que é professor de física, se transforma em papai noel há quase dez anos

 

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A jornada é longa para o professor Paulo Bier, 44 anos. Durante o período da manhã, ele ministra aulas de física para alunos do ensino médio de uma escola estadual da Zona Leste de São Paulo. Mas a parte pesada do dia começa mesmo durante a tarde, quando ele se transforma em papai noel e passa oito horas como o bom velhinho em um shopping da Zona Norte. “Acredito quanticamente na possibilidade da existência do Papai Noel”, diz o físico de barba branca. Aliás, conseguir uma barba igual à do senhor da Finlândia é um processo que dura seis meses. “Desde julho deixo crescer e, no fim do ano, faço uma descoloração”, conta. O visual rende comentários. “Ouço ‘ho ho ho’ na rua a cada 15 minutos. Faz parte dos ossos do ofício de papai noel”, diz. E na escola tem sempre algum estudante que pede nota de presente de fim de ano. Mas papai noel que se preza é justo e só da pontos para quem merece. “Um dia, no shopping, veio um rapaz que disse estar condenado na escola por ter bagunçado o ano inteiro. Já era um jovem. Então, revelei que era professor disfarçado”, depois disso, o bom velhinho aconselhou o adolescente que assumisse seu erro e que dissesse que entendia o ponto de vista do docente. “Algum tempo depois o menino voltou e veio me agradecer. Ele tinha conseguido passar de ano”, diz. 

O começo

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Bier iniciou na carreira de velhinho bem jovem. Já faz quase uma década que as roupas vermelhas, o cinto e o gorro ganharam seu guarda-roupa. “O bom é que estou começando na carreira, em outras profissões, como no esporte, as pessoas estão se aposentando nessa idade. Ser papai noel dá uma perspectiva”, diz.
“Comecei por acaso. Dava aulas em uma escola que prepara atores também. E uma agência procurava pessoas com perfil de Papai Noel”, lembra. A barba, a pele branquinha e os olhos azuis se enquadraram no perfil exigido. Desde então, todos os anos o professor vem dividindo as atividades de sala de aula com os pedidos de presente para o Natal. “Já desci até de helicóptero no evento de um clube. E tenho certo medo de altura. Ficava torcendo para chegar logo ao chão”, brinca. Ter aprendido a profissão em uma escola de atores facilitou a composição do personagem, afirma Bier. Segundo ele, não basta ficar sentado e distribuir balinhas para fazer sucesso. “O público está cada vez mais exigente. É preciso também saber fotografar bem, ter um lado de modelo.”

 

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