ENCONTRADO ARSENAL EM CIEP

18 11 2008

Do G1, no Rio, com informações da TV Globo

Arsenal em escola incluía fuzil, granadas, crack, maconha e cocaína

Secretaria de Educação abrirá sindicância. PM não acredita em conivência.
Um homem morreu e casal foi preso durante operação no subúrbio.

O arsenal de traficantes descoberto pela polícia na tarde desta terça-feira no Morro São João, no Engenho Novo, no subúrbio do Rio, incluía 26 carregadores de pistola, três carregadores de fuzil, 13 pistolas, um fuzil, uma metralhadora, três granadas e muita munição. Também foram encontrados celulares e radiotransmissores, além de 462 papelotes de cocaína, 1.111 pedras de crack, 50 bolas de haxixe, 700 gramas de maconha, 908 trouxinhas de maconha, R$ 2 mil em espécie e jóias e relógios. O material foi encontrado por policiais num bueiro do Ciep Frei Agostinho Fincias. A polícia informou que não acredita que a direção do Ciep tenha sido conivente com traficantes. A Secretaria estadual de Educação informou em nota que aguarda o resultado das investigações da polícia sobre a apreensão e informa ainda que a chefia de gabinete já abriu uma sindicância interna para apurar os fatos.
Na operação, que envolveu 150 homens de vários batalhões – inclusive o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o Batalhão de Choque (Choque) – um homem morreu e um casal foi preso. Antes de entrar na escola, que estava cheia de alunos em um evento em homenagem ao Dia da Consciência Negra, o comandante do 3º BPM (Méier), coronel Marcos Alexandre, teve que negociar a entrada dos policiais com a diretora da unidade. Norma Sueli Gonçalves Coelho não queria tirar os alunos da festa, com medo de que alguém pudesse se ferir. O comandante insistiu e, mesmo diante da negativa da diretora, policiais entraram na unidade, já que havia uma suspeita de que ali estariam escondidos traficantes armados. Policiais vasculharam salas, banheiros e o pátio da escola. Com a ajuda de cães farejadores, encontraram as armas dentro de um bueiro. 

Cães ajudaram encontrar material

Os policiais vasculharam as áreas do colégio onde não havia alunos. Marcos Alexandre negou que a diretora estivesse envolvida na ação. “Eu quero deixar claro que a diretora não é conivente com essa situação. A gente entende muito bem a situação que ela passa aqui. Ela não é obrigada [a esconder armas], mas infelizmente o momento que ela vive é complicado. Acho que ela estava acuada e temendo pela sua própria vida”, afirmou ele, antes de explicar: “Ela fez a parte dela como educadora, ela não tem obrigação de entender de segurança”. A diretora comentou, após a polícia ter encontrado as armas, que não foi obrigada a esconder armas. “Como educadora fico muito triste de saber que nossas crianças correm esse risco”, afirmou Norma. 

Objetivo era prender chefe

A operação tinha como objetivo prender o chefe do tráfico, suspeito de ter comandado a tentativa de invasão do Morro dos Macacos, no último sábado (15). Na ocasião, seis pessoas morreram, entre elas uma senhora de 72 anos atingida por uma bala perdida, e outras seis ficaram feridas. Para a incursão no morro, os policiais contaram com apoio do carro blindado e de dois helicópteros. Na chegada dos policiais, por volta das 9h30, houve intenso tiroteio. Moradores ficaram assustados e motoristas que passavam pela Avenida Marechal Rondon chegaram a dar ré. Poucas lojas na região ficaram abertas.
Foi preso um homem suspeito de ser o chefe do tráfico no Morro da Matriz, no Sampaio, no subúrbio – favela vizinha ao Morro São João. Também foi detida uma mulher identificada como gerente do tráfico da Matriz. Com ela a polícia apreendeu uma pistola 9 mm e uma mochila com drogas. O casal estava tentando sair da favela quando foi detido.

Cerca de 1.600 ficaram sem aulas

Durante a operação, policiais receberam informações de que traficantes estavam escondidos no Ciep. O comandante da operação teve de negociar com a diretora da escola a entrada dos agentes no estabelecimento. Ela não queria deixar os policiais entrar, devido a um evento que estava reunindo vários alunos no colégio.
Todo o material apreendido e os detidos foram levados para a 25ª DP (Engenho Novo).
De acordo com a secretaria municipal de Educação, por medida de segurança, as escolas municipais Mário Augusto Teixeira Freitas, Noel Rosa, Assis Chateaubriand e Mário de Andrade não funcionaram. Cerca de 1.600 alunos ficaram sem aulas. Somente o Ciep municipal Salvador Allende, que funciona em horário integral, continuou aberto.

 

 

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