PAES CRITICA FALTA DE PROFESSORES NAS SALAS DE AULA DO MUNICÍPIO

1 11 2008

Letícia Vieira – Extra

 

RIO – O prefeito eleito Eduardo Paes afirmou que terá que superar uma carência de 13 mil professores e profissionais de apoio existente nas escolas municipais, segundo dados do Tribunal de Contas do Município. Paes criticou a secretária municipal de Educação do Rio, Sonia Mograbi, por não ter resolvido o problema durante a sua gestão.

– Ela (secretária) poderia ter feito isso (contratado professores). Não é que eu queira empregar mais gente na prefeitura, mas há uma necessidade em áreas fundamentais, como saúde e educação – disse Paes.

Contratações

No seminário “Reprovar Educa? Um debate sobre a aprovação automática na rede municipal do Rio”, realizado anteontem no auditório do EXTRA, a secretária Sonia Mograbi informou que, ao longo de sua gestão, contratou mais de 20 mil profissionais – 15 mil professores e os demais, agentes educadores (inspetores). Mograbi negou existir carência de professores na rede municipal do Rio.

Paes garantiu que, assim que nomear o secretário de Educação, vai elaborar um novo modelo de ensino.

– É preciso que tenhamos um sistema equilibrado para que esse tipo de distorção (a aprovação automática) não aconteça – disse Paes.

Na prática: aprovação automática

Um dos convidados do Extra Debate, o secretário municipal de Educação de Nova Iguaçu, Jailson de Souza e Silva, afirmou que a percepção dos professores da rede municipal é de que existe aprovação automática.

– O conceito é de avaliação continuada, mas, na prática, existe aprovação automática. É inegável essa situação criada no imaginário de pais, alunos e professores – afirmou o secretário.

O presidente da comissão “OAB Vai à Escola”, Mário Nilton Leopoldo, discordou da opinião da secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, de que a reprovação não pode ser usada contra as crianças para contrariar a Prefeitura do Rio. Para o advogado, houve pressão política contra os professores.

– O embate político ocorreu quando houve pressão para que se aceitasse a aprovação, sem esclarecimentos – disse o advogado.

O representante do Conselho Escola Comunidade (CEC) da Escola Pastor Miranda Pinto, Rubens Quintella, disse acreditar que a carência de professores dificulta a avaliação individual dos alunos na escola.

– Existe aprovação automática, porque, com carência de professores, não há como fazer avaliação individual.

 

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