FACULDADE DE DIREITO DA UFRJ SOFRE COM ABANDONO

11 10 2008

Estudantes dizem que reformas no prédio são prometidas desde 2004

Raphael Lima do “Jornal do Brasil”

 

Tetos quebrados, janelas sem vidros, fiações elétricas expostas. O prédio da Faculdade Nacional de Direito, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Centro da cidade, já passou por dias melhores. Segundo estudantes do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira (Caco), desde 2004 são prometidas reformas no prédio.

– Das quatro etapas da reforma, apenas uma foi cumprida, o projeto. A próxima fase, só este ano já foi adiada de julho para outubro e semana passada já adiaram novamente para o início do ano que vem – declarou Mariana Jardineira, diretora do Caco.

De acordo com os representantes do Caco, a promessa de obras no prédio não acontece por conta do Reuni – Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – que prevê a transferência de todos os cursos da UFRJ para o campus do Fundão.

– Não é interessante para a universidade investir nos outros prédios, já que todos os cursos serão transferidos para o Fundão. Mas como essa transferência não tem data prevista, os alunos são obrigados a conviver com essas más condições – comentou Gabriela Azevedo, representante do Caco.

Várias dependências do prédio estão em situações precárias. No último mês, um aluno do oitavo período foi atingido na cabeça pela hélice de um ventilador.

– São várias situações em que podem ser observadas total falta de conservação. Semana passada os vidros das janelas de uma sala no último andar caíram sobre os carros estacionados na rua – disse Tiago Pezzi, aluno do quinto período – felizmente ninguém se machucou.

Escritório Modelo

No Escritório Modelo da universidade, aberto para atendimento ao público, não há teto de gesso e os fios elétricos estão pendurados por toda o salão. Nele, ainda há um ar condicionado central que não funciona.

A superlotação das salas de aula também é um problema enfrentados pelos alunos

– Sempre há cadeiras no tablado dos professores e muita gente senta quase fora da sala – criticou Bruno Fernandes, também aluno – O calor também é muito grande, transformando a sala em uma “sauna” de aula.

O pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento, Carlos Levi, não foi encontrado pelo JB. A diretora da Faculdade Nacional de Direito, professora Margarida Camargo, não quis dar entrevistas.

 

É muito triste saber que isto está acontecendo, fiz o bacharelado lá, no início dos anos 80. Este projeto de mudar para o Fundão é muito antigo, no meu tempo já se falava em tal mudança e pelo visto, nada aconteceu.

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