COLÉGIO DO ESTADO, APELIDADO DE CARANDIRU, É INTERDITADO NO RIO

10 10 2008

Felipe Sil, Jornal do Brasil

RIO – Mais de 800 jovens do Ensino Médio, divididos em 18 turmas, estão sem aulas há exatamente duas semanas no Colégio Estadual Stella Matutina, no Tanque, em Jacarepaguá. No dia 26 de setembro, a Defesa Civil do município lacrou um prédio do local, apelidado de Carandiru, por problemas de infra-estrutura. Infiltrações nos corredores do último andar e gradis enferrujados na cozinha e na quadra de esportes, que ameaçavam cair na cabeça dos alunos, são apenas alguns dos motivos que levaram à interdição do local.

O caso foi informado pela prefeitura ao Departamento de Infra-Estrutura do governo do Estado e já há, no momento, funcionários da Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop) realizando reformas na escola. O principal efeito da infra-estrutura danificada, porém, são as aulas suspensas para 18 turmas.

– A situação da escola é precária. O pior é que nós reclamávamos e ninguém fazia nada. Corremos sérios riscos e, até então, ninguém nos dava satisfação – critica o presidente do grêmio estudantil do colégio, Eduardo de Santana, de 18 anos.

Jonathan dos Santos, 17, um dos 1.200 alunos que não tiveram suas aulas suspensas por estudarem em um prédio vizinho, fala sobre as condições precárias de toda a escola.

– É desalentador. Há goteiras por todo o canto, o banheiro está destruído e falta pintura. Além disso, colocam mais de 40 alunos em uma sala em que cabem, no máximo, 30 pessoas – afirma.

O Colégio Estadual Stella Matutina é um velho exemplo de descaso no Tanque. A instituição fica localizada onde funcionava uma escola particular. O imóvel foi alugado pelo governo do Estado em 2003 e, na época, estava previsto que recebesse 400 alunos. Hoje, estudam lá mais de 2 mil. O colégio é o primeiro da Barra, Recreio e Jacarepaguá a dar um atendimento especial para deficientes auditivos, com professores intérpretes de libras, a linguagem dos surdos.

Enquanto o Estado paga aluguel, a Federação dos Estudantes Secundários (Fesn), porém, denuncia que, próximo dali, um amplo prédio da Secretaria de Estado de Educação está vazio e abandonado, na Rua Geremário Dantas, 41. O caso chegou a parar no Ministério Público Estadual no ano passado.

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