O QUÊ? A UERJ NO MUNICÍPIO?

19 08 2008

Acabei de ler em “O DIA”, acho que a “minha” – estudei lá nos 90 – UERJ não merece mais este castigo. Não é interessante que tais idéias brotem na época das eleições? 

Polêmica universitária
Prefeito e sua candidata à sucessão propõem transferência da Uerj para o município, mas só a verba necessária para a instituição já é maior que todo o orçamento da cidade para a Educação

Daniela DarianoRio – No último semestre de seus oito anos à frente da Prefeitura do Rio, Cesar Maia lançou ontem a proposta de municipalizar a gestão da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ele se propõe a assumir a instituição ainda este ano e deixar mais um semestre financiado para seu sucessor. Mas, embora garanta que a transferência é financeiramente viável, o que o estado gasta hoje com a Uerj corresponde a mais da metade dos recursos investidos pela prefeitura em sua rede de ensino.

A verba própria aplicada pelo município em educação hoje é de R$ 957 milhões, o que representa 16,9% da arrecadação tributária da Prefeitura: bem menos do que os 25% determinados por lei e inferior ao orçamento aprovado pelo conselho universitário da Uerj (R$ 1,148 bilhão). A polêmica interessa ao reitor, Ricardo Vieiralves, que sexta-feira recebeu com surpresa a proposta de municipalização da candidata do DEM à prefeitura, Solange Amaral.

“A universidade é o centro da possibilidade de restauração econômica da cidade. Mas implica mudança na Constituição estadual. Não é simples. Ano eleitoral tem dessas coisas. Eu gosto da polêmica, porque faz pensar”, diz o reitor.

Solange Amaral teria afirmado a Vieralves que não via problema, caso fosse eleita prefeita, em dar à Uerj o R$ 1,3 bilhão que o estado deveria destinar à entidade (o correspondente a 6% da receita tributária líquida do estado). Hoje o estado repassa R$ 530 milhões à Uerj, que, somados convênios e parcerias, sobrevive com orçamento de R$ 650 milhões.

“Se imaginarmos que a universidade agrega valor naquilo que é mais importante para o Rio, que é conhecimento, a médio prazo este valor econômico cobrirá o gasto adicional”, garantiu o prefeito Cesar Maia.

A sugestão foi vista pela oposição como mais um factóide de Cesar. “O nosso prefeito não consegue atender nem a nossa Educação Fundamental e Infantil, quanto mais o Ensino Superior”, disse a vereadora Andréa Gouvêa Vieira (PSDB), definindo a proposta como “eleitoreira”. “A rede municipal está arrebentada e precisando de investimentos enormes.

Não temos professores suficientes e há uma multidão de crianças excluídas da Educação Infantil. Como ele acha que vai ter recursos?”

O vereador do PSOL Eliomar Coelho afirmou que a proposta é desrespeitosa com os cariocas: “Em campanha, há espaço para demagogia, mas, como cidadãos, não merecemos esse exagero. Visitei mais de 10 escolas municipais no ano passado e vi professores que têm que levar giz e apagador da casa para a sala de aula.

SEM VERBAS, SOBRAM PROBLEMAS

Nos últimos anos, a Uerj vem sofrendo com a precária estrutura do seu campus no Maracanã. Faltam verbas para obras de recuperação do prédio, sobram problemas nos 12 andares da universidade. Contas no vermelho, prédios sucateados e falta de equipamentos e de profissionais são alguns dos problemas mais visíveis do campus, que abriga a maior parte dos cursos.

Alunos e funcionários se sentem inseguros no local. Em setembro do ano passado, um incêndio destruiu quatro andares do Pavilhão João Lyra Filho. Em 2006, um bloco de concreto desabou em um dos corredores muito movimentados da universidade. Por sorte, assim como o incêndio foi num final de semana, o desabamento ocorreu durante as férias da universidade.

MAIORIA DOS CANDIDATOS À PREFEITURA DO RIO É CONTRA
Postulantes ao cargo de prefeito do Rio comentam a proposta de Cesar Maia.

“Sou contra. É mais um factóide. O prefeito está aproveitando que a Uerj está maltratada pelo estado para desviar o foco de tudo o que não fez na educação infantil”
Alessandro Molon (PT)

“Não vou tomar nenhuma posição antes de conversar com a maior interessada, que é a reitoria”
Fernando Gabeira (PV)

“A Uerj já é uma instituição carioca e portanto cabe à prefeitura aportar recursos para que cada vez ela se desenvolva mais. É o que eu farei”.
Eduardo Paes (PMDB)

“É mais um factóide do prefeito, mas serve como denúncia do desprezo que o governador tem dispensado à Uerj. A universidade está abandonada sem os recursos previstos no orçamento. A prefeitura tem que cuidar do ensino infantil”
Paulo Ramos (PDT)

“Estudei na Uerj, uma universidade importante que vive problemas orçamentários por culpa do governo do estado. No apagar das luzes ninguém foi consultado. O ensino universitário não é função do município”
Jandira Feghali (PCdoB)

“Eu propus isso ao reitor. A municipalização joga a cidade pra cima. A Uerj deixará de pertencer a um governo tão instável”
Solange Amaral (DEM)

“O município é responsável pelo Ensino Fundamental. É preciso ver se esta proposta não fere a Constituição”
Marcelo Crivella (PRB)

“É preciso revogar a aprovação automática, reduzir o número de alunos por turma e convocar professores aprovados na Prefeitura”
Chico Alencar (PSOL)

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