PROFESSOR E MAIS DOIS HOMENS SÃO PRESOS AO TENTAR FAZER PROVA NO LUGAR DE CANDIDATOS

7 07 2008

 

Fraude em concurso para a PM

Bruna Talarico

A primeira etapa do concurso para soldado da Polícia Militar do Rio de Janeiro, ocorrida na manhã de ontem em todo o Estado, contou com tentativas de fraude e prisões em flagrante por falsificação de documento público e uso de documento falso. Na ocasião, três pessoas foram detidas ao tentar ingressar nos locais de prova, passando-se por candidatos. A vaga oferece salário de R$ 845 e exige “boa conduta moral” de quem deseja ocupar o cargo. Na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), o professor Carlos Alexandre Palhares foi detido e um adolescente foi apreendido ao tentar ingressar em sala de aula portando identidades falsas. O homem foi encaminhado para a 17ª DP (São Cristóvão), onde foi indiciado por uso de documento falso e preso em flagrante, podendo pegar de dois a seis anos de reclusão, de acordo com o artigo 297 do Código Penal. Ele haveria recebido R$ 1.000 para fazer a prova no lugar do candidato, que já está sendo investigado. O menor foi entregue aos pais após ser encaminhado para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), onde foi elaborado o auto de apreensão pela prática de ato infracionário. Segundo informações da polícia, ele estaria prestando o exame no lugar de um amigo, menos preparado para a prova, em troca de favores futuros. Em Duque de Caxias, duas pessoas foram detidas ainda no estacionamento próximo à Unigranrio, onde, segundo informações da polícia, um homem iria fazer a prova com o documento falsificado no lugar de um candidato. De acordo com a polícia, os dois declararam haver desistido de prestar o exame, mas portavam documentação alterada. Eles foram encaminhados para a 62ª DP (Imbariê), onde foram liberados logo após o registro da ocorrência de falsidade de documento público. O caso será encaminhado hoje para a 59ª DP (Duque de Caxias), onde será investigado. O Centro de Recrutamento e Seleção de Praças (CRSP), responsável pela organização do processo seletivo público da Polícia Militar, declarou que as tentativas de fraude não atrapalharam o andamento do concurso, que seguirá normalmente. Procurada pelo JB, a Polícia Militar apenas declarou, em nota, “total repúdio à conduta dos envolvidos nas tentativas de corrupção do concurso”. A Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, órgão responsável pela coordenação da Polícia Militar, não quis se pronunciar sobre o caso.

Falta contingente

A Polícia Militar ofereceu, nessa edição do concurso para formação de soldados, 3.100 vagas para todo o Estado. No entanto, o contingente da PM raramente é completado.Segundo o Centro de Recrutamento e Seleção de Praças (CRSP), responsável pelo concurso, o número de aprovados na primeira etapa do processo seletivo equivale ao dobro do número de vagas. Mas no final da última etapa, o número de aprovados não atinge a demanda da Polícia Militar.

 

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