NOTA VERMELHA NO IDEB

13 06 2008

Rio fica entre os 11 estados a não atingir ao menos uma meta

Maria Luisa Barros e Ananda Rope (“O DIA”)

Rio – O Rio de Janeiro teve um dos piores desempenhos na Educação Básica pública do País entre 2005 e 2007. O estado ficou no grupo dos 11 que não atingiram pelo menos uma das metas previstas para o ano passado. Junto com o estado estão Alagoas, Amapá, Goiás, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Sergipe, Minas e Espírito Santo. No Ensino Médio, as escolas do Rio tiraram notas mais baixas que as do Acre e Roraima. A má notícia foi dada ontem pelo Ministério da Educação, na divulgação das notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

O indicador avalia três níveis escolares — as séries iniciais e finais do Ensino Fundamental e o Ensino Médio — e funciona como termômetro da qualidade do ensino público. Em 2005, a maior média do Rio foi das séries iniciais (1ª à 4ª série), com 4,3, que cresceu um décimo nos últimos dois anos. Porém, o maior crescimento foi o das séries finais (5ª a 8ª) que passou de 3,6 para 3,8. Já no Ensino Médio o índice caiu de 3,3 para 3,2. Essa é a primeira vez em que é possível comparar a evolução da qualidade da educação. Apesar das notas baixas no Rio, o ministro da Educação, Fernando Haddad, comemorou a melhora nacional dos indicadores. A média nacional é de 4,2 pontos na 4ª série. A nota projetada para 2007 foi 3,9. “Não se consegue corrigir tudo de uma vez só. O que temos que comemorar é a guinada. É termos saído da inércia”, disse Fernando Haddad. Para a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação, Maria Auxiliadora Rezende, os estados que registraram maior crescimento de 2005 para 2007 adotam uma política contínua na área, o que significa que o bom resultado não é fruto exclusivo do PDE (Plano de Desenvolvimento Educacional). “A gente pode conseguir mudar a lógica da Educação. Alguns países já fizeram isso, é preciso assegurar a continuidade de políticas públicas e o compromisso com a área”, defendeu. Apesar da melhora nos índices, a educadora avalia que o Brasil ainda precisa avançar: “Acho que deve ficar um alerta, estamos longe do ideal. De 0 a 10, a gente está no 4,2, isso é grave. O prejuízo histórico é grande”.

Novo Projovem

O Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem) ampliou a faixa etária dos candidatos. Uma nova lei em vigor desde ontem traz modificações no programa. A faixa etária para participar do programa, que era de 18 a 24 anos, passou a incluir jovens de até 29 anos. Antes, eles precisavam ter estudado até a quarta série e agora a exigência passou a ser apenas a alfabetização. As mudanças atingem o ProJovem Urbano, lançado em maio, que está com inscrições abertas no estado. A meta é levar de volta à escola jovens fora da idade escolar, sem o Ensino Fundamental, desempregados e sem qualificação profissional. Jovens e adultos que ainda não concluíram o Ensino Fundamental podem se inscrever até dia 30 para concorrer às 8.400 vagas do ProJovem Urbano. Os estudantes terminam os estudos em um ano e meio e ganham uma bolsa mensal no valor de R$ 100. Os alunos participam de curso de capacitação profissional nas áreas de Turismo e Hospitalidade, Arte e Cultura, Esporte e Lazer e Construção Civil. Os professores também ensinarão noções de Cidadania e Informática aos alunos. Os interessados devem se inscrever de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, nos postos credenciados. Quem não apresentar histórico escolar terá de fazer uma prova de leitura. Informações: www.rio.rj.gov.br/smas ou 3973-3800.

 

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