Menina de 6 anos tem dedo decepado em escola de Nova Iguaçu

10 06 2008

 
Ela prendeu a mão em uma porta de madeira e não pôde fazer reimplante
Bruno Cunha (Do Dia)Rio – O drama da menina Hilary Campos, de 6 anos, está comovendo moradores de Nova Iguaçu. Ela teve parte do dedo anular esquerdo decepada, depois de prender a mão em uma porta de madeira da Escola Municipal Darcy Ribeiro, no bairro da Grama, onde cursa o C.A. O acidente ocorreu na quarta-feira, na hora do recreio, quando um colega teria empurrado a porta no momento em que ela iria chamar a professora no refeitório. A família responsabiliza o município e vai pedir indenização à Justiça pelo dano e custos com tratamentos médico e psicológico. Segundo a mãe da menina, a autônoma Rosa Aline Campos, 29 anos, uma merendeira abriu a porta ao ouvir o choro da filha e pensou que o pedaço do dedo era uma borracha escolar. Ao constatarem a gravidade da situação, funcionários o colocaram a parte do membro em um copo com gelo e levaram a menina para o Hospital da Posse. “Nem quero imaginar a dor que sentiu. Ela entrou na escola sã e assim deveria sair”, desabafou a mãe. Rosa conta que chegou ao hospital sem saber o que tinha acontecido e entrou em desespero quando o médico desenrolou a atadura. “Ele disse que o dedo não poderia ser reimplantado. Fiquei tão nervosa que não consegui acompanhar a cirurgia. Tiveram de cortar mais um pedaço do dedo para dar os pontos. Chorei muito”, lembrou.

Família teme trauma no futuro – A família teme possível trauma porque o dedo é o da aliança de casamento. “Ela ainda não tem consciência. Olha o dedo e acha que a unha vai crescer”, lamentou o pai, o comerciante Luciano Alves da Motta, 37 anos. Para a dona de casa Luciana da Cunha Bastos, 36, mãe de outro estudante, a escola é responsável pelo aluno durante o período em que permanece em suas dependências. “Lá venta muito e as portas batem com força, mas devem apoiá-la”, disse. De acordo com a Prefeitura de Nova Iguaçu, como Hilary perdeu a extremidade do dedo, não houve indicação técnica para o reimplante. Três médicos fizeram limpeza, sutura e curativo da região. A prefeitura informou que doou medicação conforme determinação médica, e garante que continuará dando assitência a ela, inclusive psicológica, se for o caso. 

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