DISCÓRDIA SOBRE CULTOS EM IGREJA DE CORDOVIL VAI PARAR NA JUSTIÇA

30 05 2008

Danielle Mattos – Extra

RIO – Incomodado com os ruídos provocados nos cultos evangélicos da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Cordovil, o funcionário público Wellington dos Santos Dutra, de 27 anos, decidiu recorrer à Justiça. O servidor move uma ação na 1ª Vara Cível da Leopoldina com o objetivo de estabelecer limites de horários e o volume aceitável do som durante os cultos religiosos. Segundo ele, não há um sistema de acústica que possa reduzir o som na IURD

– Não quero indenização da igreja, só gostaria que meu problema fosse resolvido. Quero que os limites sonoros sejam respeitados. Outras pessoas temem reclamar, mas tenho certeza que muitos vizinhos serão beneficiados, se eu vencer a causa – disse o servidor. Segundo Wellington, os problemas começaram com a mudança para Cordovil, em julho de 2005, depois do casamento. As paredes da casa do servidor estão coladas com as do templo religioso. Na ocasião, ele contou que não imaginava que os cultos o incomodariam. De acordo com ele, inúmeras tentativas amistosas foram feitas para que o volume fosse abaixado, principalmente nos fins de semana.

Inspeção da prefeitura

Para tentar provar que o volume sonoro estava realmente alto, o servidor solicitou uma inspeção da Secretaria municipal de Meio Ambiente. O órgão abriu processo administrativo e enviou fiscais para fazer vistorias na igreja e na casa de Wellington. Segundo o funcionário público, os técnicos constaram que o nível de ruído na casa do servidor e na igreja estava acima dos níveis máximos, estabelecidos pela Lei Municipal 3268/01. A IURD do bairro de Cordovil foi advertida para adequar-se aos limites sonoros permitidos por lei. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município. O servidor registrou queixa também na 38ª DP (Brás de Pina), como perturbação da tranqüilidade – “perturbar alguém, o trabalho ou sossego alheios”. Em depoimento à polícia, o pastor responsável pelo templo de Cordovil, Luiz Cláudio Felix, reconheceu que sabia de reclamações de vizinhos, mas que acreditava que os cultos não estavam mais incomodando, pois as queixas pararam. Segundo a defensora pública Themis Moraes Esteves da Silva, da 1ª Vara Civil da Leopoldina, foi feita uma tentativa de acordo entre as partes. Mas, na audiência de conciliação, em março, o advogado que representa a IURD, segundo ela, teria contestado o pedido da defesa de Wellington.

– Propomos uma ação para levar à igreja a criar um sistema de acústica. Se isso não for feito, o juiz tem meios de fazer cessar esse barulho a qualquer preço, seja com multa ou com apreensão de equipamentos, como caixas de som – disse a defensora.

Segundo Themis da Silva, a Justiça pediu perícia técnica nos dois locais. O exame ainda não foi feito.

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Minha opinião: Tem gente que acha que Deus é surdo…

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