Um robô para chamar de seu

11 05 2008

Estudantes põem imaginação à prova para criar máquinas que competem em criatividade e resistência
Rio – O mundo dos robôs invade as telas e povoa a imaginação de jovens e adultos que brincam e sonham com uma realidade ainda distante. Pelo menos para um seleto grupo de apaixonados por fios, baterias e motores, o cenário do ‘Homem de ferro’ do cinema não é assim, tão improvável. Alunos de curso de Eletrônica do Centro Técnico Fluminense (Cetef), em Niterói, e de Engenharia de Controle de Automação, da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), na Gávea, deixam a imaginação voar para dar vida a máquinas cada vez mais perfeitas. Seja com intenção de competir em olimpíadas e feiras ou para encontrar uso no mercado, com materiais sofisticados ou sucatas, o que vale é perseguir o sucesso no produto final. Foi o que aconteceu com o professor de Eletrônica Alan Lopes Pombo, 26 anos. Em 2001, quando ainda era aluno, decidiu criar um robô para participar de uma feira de Ciência e Tecnologia. Sem recursos para comprar as peças necessárias, criou Alphy, que mede 1,4 m, com sucatas. Ele desvia de obstáculos e tem uma câmera embutida que transmite as imagens para um canal de TV. “Queria inventar algo que chamasse a atenção do público. Quando o criei não sabia qual era a finalidade. Depois, cheguei à conclusão de que ele pode ser usado para vigiar uma fábrica ou um depósito”, orgulha-se Alan, que depois inventou outro modelo, com um aspirador de pó: o Coquinho.
EXEMPLO E INSPIRAÇÃO – Ex-professor de Alan e hoje colega de trabalho, Altair Martins dos Santos, 39, foi um dos que o incentivaram a construir Alphy. “Ele foi o primeiro aluno do curso a criar um robô, era um dos melhores. Agora, todos querem ter o seu”, conta. Na Gávea, a Equipe RioBotz, da PUC, coordenada pelo professor Marco Antonio Meggiolaro, 35, constrói máquinas para disputar olimpíadas. Ano passado, participaram pela segunda vez da RoboGames, nos EUA, onde robôs se enfrentam até imobilizar ou destruir o adversário. No primeiro ano, ganharam medalhas de bronze e ouro. Em 2007, duas de ouro, uma delas com o Touro, robô de 55 quilos. Agora, estão em fase de preparação para as próximas competições, em junho. “Este ano queremos levar sete robôs para o campeonato”, planeja o coordenador.

 SONHOS COM O ‘HOMEM DE FERRO’ – Inspirado no ‘Homem de Ferro’ dos quadrinhos, o longa-metragem que está em cartaz nos cinemas traz o ator Robert Downey Jr. como Tony Stark, um inventor bilionário que é seqüestrado por terroristas e obrigado a construir uma máquina devastadora. O tempo que passa no cativeiro é usado por ele para criar uma armadura de alta tecnologia de titânio, que permite que fuja de seus raptores. A trama é música para os ouvidos de estudantes como Sandro da Silva Pedrosa, 20 anos, estudante de Eletrônica do Cetef. “O filme é interessantíssimo. É um estímulo para nós estudantes, que pensamos: ‘Como o homem cria uma armadura capaz de voar?’ Futuramente acho que isso será possível.” Daniel Freitas, 20, piloto dos robôs de competição da Equipe RioBotz, concorda. “É muito bom, mostra algumas tecnologias já existentes. Quanto à criação da armadura, acho inviável”, opina. “O herói do gibi não seria durável. O ferro fundido é frágil, não aguentaria impactos. No filme, o personagem explica que o material é titânio, assim como Touro”, compara Marco Antonio.

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