‘TRANSEXUALISMO É COMO CÂNCER: SÓ A OPERAÇÃO SALVA’

21 04 2008

Sargento: cantada é comum em quartel
Militar que trocou de sexo diz que Exército tem muito homossexualismo

(Do jornal “O Dia”)

JUIZ DE FORA (MG) – Apesar de não aceitar o homossexualismo, o Exército não está livre dele. Isso é o que conta o sargento Fabiane de Barros Portela, 28 anos, nascido Fabiano e que há três semanas fez cirurgia para mudar de sexo. “O que não falta no Exército é travesti e homossexual. No quartel acontecem muitas cantadas. Mas os militares não querem por perto os transexuais”, diz ele, que até seu afastamento servia na ala de enfermagem do 17º Batalhão Logístico de Juiz de Fora (MG), subordinado ao Comando Militar do Leste, que cobre Rio, Minas e Espírito Santo.  Fabiane conta não ter sido alvo de piadinhas porque sempre escondeu sua condição de homossexual. Como sargento e na enfermagem, também não tinha muito contato com os soldados. A luta agora é para ser aceito na Força como mulher, como O DIA noticiou sábado. Mais do que mudar de nome, ele busca algo inédito na história das Forças Armadas brasileiras: ter nova identidade e continuar a trabalhar. Em 2000, a cabo da Aeronáutica Maria Luiza da Silva, 47, foi reformada antes da operação de mudança de sexo e considerada incapacitada para atividade militar. O mesmo destino parece reservado a Fabiane. “Pior, agora querem me expulsar, pelo fato de eu ter menos de 10 anos de Exército. Mas quero continuar como enfermeira, como outras militares”, conta o sargento, que pretende com Maria Luiza fazer um movimento pela aprovação, no Senado, da Lei Anti-Homofobia.

‘TRANSEXUALISMO É COMO CÂNCER: SÓ A OPERAÇÃO SALVA’

ENTREVISTA com Fabiane de Barros Portela

Qual foi a reação dos militares ao seu desejo?
Após uma crise histérica no quartel, fui dopada e obrigada a passar por uma inspeção no hospital do Exército. Ainda tentei sair de lá, mas cerca de 15 oficiais fizeram um cinturão na porta. Me pegaram no colo com truculência e me obrigaram a assinar documentos em que eu nem mesmo sabia o que tinha escrito.
Qual o argumento do Exército para afastá-lo do serviço militar?
Eu só posso ser reformada se for comprovada minha incapacidade física. Alegam que eu causo constrangimento à corporação. Isso, para mim, é a mesma coisa que preconceito.
Há homossexuais no Exército?
Conheci vários lá dentro e fui aconselhada a deixar o bigode crescer, falar com voz grossa e, só em casa, tirar tudo e gritar “cansei”. Ou seja, a depravação escondida pode acontecer. O que importa é manter a hipocrisia da instituição.
Quando decidiu mudar de sexo?
O transexualismo é uma doença, mas sempre tentei viver de acordo com meu sexo biológico. Tive namoradas na adolescência, entrei no Exército e fui casada por 4 anos. A minha ex-mulher, por sinal, se tornou a minha melhor amiga. Mas dos 20 aos 30 é a fase da explosão.
Qual foi a reação da sua família?
Todos se assustaram, mas aceitaram quando perceberam que não tinha remédio. O transexualismo não é uma opção sexual. Quem sofre de câncer não tem que operar e fazer quimioterapia? Com o transexual também. Só a operação salva.

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