JUSTIÇA BRASILEIRA (?)

16 04 2008

(Do “JORNAL DO BRASIL” 16-04-2008)

“Glória Maria Lopes Guimarães de Pádua Ribeiro Portella, filha do ministro do STJ Antônio de Pádua Ribeiro, acaba de conseguir uma decisão na Justiça federal. Ela fez concurso para o cargo de técnico judiciário do STJ em 27/05/95. Foi reprovada na prova objetiva. Entrou com ação cautelar e obteve liminar. Com base nesta, fez a prova discursiva. Foi reprovada novamente. Entrou com nova ação pedindo que seus pontos fossem aumentados. Não só ganhou nova liminar como foi nomeada provisoriamente e está recebendo salários esse tempo todo. Detalhe: havia tirado na prova 13,45. Pediu que esses pontos fossem elevados para 28,22 (apenas 110% a mais!). Parece incrível, mas conseguiu. O caminho das pedras foi arranjar um professor particular (isso mesmo!) que corrigiu sua prova e deu uma declaração escrita de que estava tudo mais do que certinho. Aí veio o julgamento do mérito. O juiz José Pires da Cunha refutou o pedido, que considerou ilegal e imoral, e condenou Glória a pagar custas e honorários, de R$ 10 mil (são cada vez mais raros, mas ainda existem juízes ‘neste país’!). Glória apresentou recurso ao Tribunal Regional Federal, onde os juízes Fagundes de Deus (?), João Batista e Antônio Ezequiel analisaram sua prova, louvaram seu desempenho e a aprovaram com louvor! Em vão a Universidade de Brasília, executora do concurso, afirmou que a prova foi igual para todos e que não era justo que um professor particular, escolhido pela própria candidata, corrigisse sua prova, a não ser que o mesmo professor corrigisse a prova de todos. Recentemente, saiu a sentença do TRF, mais um descalabro e um tapa na cara da população honesta e trabalhadora do Brasil, demonstrando a necessidade urgente de um controle externo rigoroso e não-corporativo da Justiça: Pádua Ribeiro e sua patota espoliaram o verdadeiro dono da vaga. Passou honestamente, sem ‘ajuda de papai’, e foi preterido! Chave de ouro: Pádua Ribeiro está prestes a assumir o cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça, criado para fazer o controle do Judiciário…”

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