ESCOLHA DA CARREIRA DEVE SER BEM PENSADA E PESQUISADA

1 04 2008

Para acertar na escolha profissional é importante se conhecer bem e reunir informações sobre as diferentes carreiras

(Iris Russo, do G1, em São Paulo)

A estudante Larissa Berno, 19 anos, decidiu a profissão que quer seguir no dia da inscrição para o vestibular. “Comprei um desses guias e li a descrição de todas as carreiras. Vi com qual eu me identificava mais e escolhi uma”. Larissa, que é candidata ao curso de administração de empresas em cinco universidades, tinha um amplo leque de opções: nutrição, arquitetura e urbanismo, relações públicas, relações internacionais, administração de empresas e propaganda e marketing. “Percebi que administração também englobava aspectos das outras carreiras. Achei que era a mais completa de todas para as coisas que eu gostava”, diz. Segundo especialistas, a melhor forma de diminuir as chances de errar na escolha profissional é conhecer bem os próprios interesses e aptidões e reunir o máximo de informações sobre a carreira que se pretende exercer. “Nem sempre quem gosta de biologia vai ser um bom médico. Por isso é bom saber o que os profissionais fazem na teoria e na prática”, explica Dulce Penna Soares, coordenadora do Laboratório de Informação e Orientação Profissional da Universidade Federal de Santa Catarina. Foi o que fez Mariel Abijaude Góes, 21 anos, vestibulanda para os cursos de turismo e lazer e gestão ambiental. “Há três anos decidi que queria trabalhar na área ambiental e morar fora de São Paulo. Fiz várias pesquisas na internet sobre os cursos e conversei com pessoas que trabalham na área. Descobri que há uma demanda boa no mercado. Por isso vou prestar para gestão ambiental e também turismo e lazer, pois posso trabalhar com turismo ecológico”, explica. Pedro Desgualdo Pereira, de 25 anos, sofreu as conseqüências da falta de informação. “Comecei o curso de engenharia elétrica na Unesp sem pensar, com quase nenhum conhecimento da profissão”. Oito meses depois, cansado do excesso de matérias em exatas e da falta de assuntos de humanidades, ele desistiu do curso. “Entrei em parafuso”, conta. O estudante foi assistir às aulas do último ano de arquitetura e urbanismo na faculdade da namorada.“Conversei com os alunos e professores e comecei a me interessar principalmente pela parte de urbanismo”. Hoje Pedro está no quinto ano do curso de arquitetura e urbanismo da USP de São Carlos. Além de colher informações sobre as profissões, é preciso ter clareza das preferências e aptidões. “A escolha tem que ser feita de dentro para fora e não baseada no mercado de trabalho. Quando se escolhe o que se gosta, é mais fácil lutar para se destacar na carreira. O mercado daqui a cinco anos pode ser muito diferente do de hoje”, alerta Yvette Piha Lehman, coordenadora do Serviço de Orientação Profissional da Universidade de São Paulo.

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