Inscrições para o ProJovem em Nova Iguaçu estão abertas até o fim de julho

10 07 2008

Rio – As inscrições para o programa ProJovem Urbano de Nova Iguaçu ainda podem ser feitas até o dia 31 de julho. Ao todo são 3.300 vagas. Os interessados devem comparecer à Secretaria de Juventude, que fica na Rua Otávio Áscoli 328, Centro. O horário de funcionamento é das 9h às 17h, de segunda à sexta-feira. Os documentos que devem ser apresentados no local são: registro de identidade, CPF, comprovante de residência e histórico ou declaração escolar. Os telefones para maiores informações são: 2768-2353 e 3768-9810.  O ProJovem é um programa do governo federal de qualificação profissional e inclusão de jovens, com idades entre 18 e 29 anos, que não finalizaram o ensino fundamental (até 8ª série), mas podem estar vinculados a um emprego formal. Eles recebem uma ajuda de custo mensal no valor de R$ 100. O curso tem duração de 20 meses.





UERJ CONTRA HOMOFOBIA

10 07 2008

Transcrito do ”O DIA”
Reitor adota medidas para eliminar preconceito contra gays, entre elas acesso de travestis e transexuais a banheiro feminino

Rio – Na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), o cartaz indicativo do banheiro feminino agora quer dizer: permitida a entrada de mulheres, travestis e transexuais. A decisão, que também vale para o Hospital Universitário Pedro Ernesto, faz parte de uma série de compromissos firmados em maio pelo reitor Ricardo Vieiralves com o objetivo de combater a homofobia, preconceito contra homossexuais. Posta em prática, a medida não é unanimidade entre os alunos. A estudante de pedagogia Jaqueline Santos, 23 anos, aplaude a medida. “Deve estimular as pessoas a aceitar o outro. É uma questão de costume”, diz ela. Já Lisandra Jerdy, 22, do mesmo curso, diz que se sentirá constrangida. “Já entrei e tinha um homem. Vou ficar na dúvida se ele está mal intencionado”, conta. Entre os seis itens da carta compromisso está antiga reivindicação: o tratamento de travestis e transexuais por seus nomes sociais. A opção pode ser usada para inscrição no vestibular, matrícula, lista de chamada, além do convívio social em atividades acadêmicas. Outra medida garante o acompanhamento em consultas e internações no Hospital Pedro Ernesto de companheiros do mesmo sexo. Mestre de cerimônias da Uerj e pesquisador de gênero e sexualidade na mídia, o jornalista Eduardo Peret explica que a idéia é incorporar travestis e transexuais ao gênero feminino. “A intenção é reduzir ao máximo a questão do preconceito. A idéia é a normalização do processo”, diz ele. Publicitária e funcionária da Diretoria de Comunicação da Uerj, Cristiane Carvalho acredita que no início as pessoas podem estranhar, mas com o tempo se acostumam. Casada com uma mulher há dois anos, com quem oficializará união, e mãe adotiva de Vitória, 5 anos, Cristiane diz que os próprios homossexuais devem se assumir para que a sociedade os respeite. “Tem que mostrar a realidade no dia-a-dia. O reitor tem a mente para a frente, mas cabe a nós fazermos com que as pessoas encarem o homossexualismo com naturalidade”, avalia ela.  A mobilização contra a discriminação foi intensificada na I Conferência Estadual de Políticas Públicas para Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT), em maio.





PRECISA DE EMPREGO? PROCURE UM SENADOR…

10 07 2008

Senado aprova contratação de 81 novos assessores

O Globo Online; Globonews TV; Agência Senado

BRASÍLIA – A Mesa Diretora do Senado aprovou na noite de quarta-feira, em reunião a portas fechadas e às vésperas do recesso parlamentar, a criação de 81 novos cargos de assessor técnico sem necessidade de concurso público, com salário de R$ 9.979, 24. Com a criação dos novos cargos, a despesa do Senado é aumentada em mais de R$ 800 mil por mês e R$ 10 milhões por ano, sem os encargos como o INSS e horas extras. O argumento para a criação de cargos é a de acompanhar o aumento da verba que cada deputado na Câmara tem para contratar funcionários. Como os senadores não têm esta verba, foram criados novos cargos. Para analistas políticos, a medida, além de desnecessária, prejudica ainda mais a imagem do Senado, por ter sido tomada na “calada da noite” e por dispensar concurso público. O senador pode optar por desmembrar a nova vaga, desde que o valor dos salários não ultrapasse o destinado àquele cargo. ” O problema não é nem mesmo financeiro, é mais político. O Senado, na verdade, não está precisando de criar mais cargos, há outras prioridades. Pega mal, não vai ser bem entendido”. A proposta vinha sendo discutida há dois meses, mas na quarta-feira o presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), foi pressionado a colocar o assunto na pauta da reunião. Apesar de Garibaldi votar contra, a contratação foi aprovada por 7 a 1. Nesta quinta, Garibaldi disse que há disponibilidade de recursos para mais essa função, mas ressaltou que a decisão não vai ser bem assimilada.

- A disponibilidade financeira existe. O problema não é nem mesmo financeiro, é mais político, mais de natureza estrutural. É que o Senado, na verdade, não está precisando de criar mais cargos, há outras prioridades. Pega mal, não vai ser bem entendido nem assimilado.  Garibaldi afirmou que os integrantes da Mesa votaram de acordo com suas consciências. – Está aí decidido. Eu fiz uma advertência de que não deveria ser colocado em votação. Mas os membros da Mesa insistiram para que fosse colocado em votação. Eu votei terminantemente contra, porque creio que o momento não é apropriado para nenhuma criação de cargo e nenhum aumento de qualquer natureza. Segundo senadores, já havia acordo dos líderes partidários para criação de mais um cargo de confiança, principalmente depois que a Câmara concedeu reajuste da verba de gabinete no mês de abril. A contratação de mais um assessor no Senado seria uma forma de compensação, uma vez que os senadores não têm verba de gabinete. A verba de gabinete da Câmara é de R$ 60 mil. É o dinheiro destinado ao pagamento dos funcionários de gabinete. Cada deputado tem direito a empregar de 5 a 25 pessoas em seu gabinete, mas com salários que não ultrapassem o somatório da verba e que não sejam inferiores ao mínimo. Diferentemente da Câmara, é o Senado que contrata diretamente o pessoal do gabinete dos senadores. Cada gabinete tem direito agora à contratação de 12 profissionais, sendo seis assessores parlamentares e cinco secretários parlamentares.