PROTESTO DE PROFESSORES EM GREVE TERMINA EM TUMULTO NO PARÁ

30 05 2008

Sindicato afirma que professores sofreram agressão.
Secretaria de Comunicação diz que professores forçaram passagem.

Do G1, em São Paulo

Uma manifestação de professores da rede pública do estado do Pará terminou em tumulto no início da tarde desta sexta-feira (30). Eles protestaram em frente ao frente ao Hangar da Base Aérea de Belém (PA), no Centro de Convenções, sede do I Fórum de Governadores da Amazônia Legal, que recebeu o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Os docentes estão em greve há 35 dias e pedem 30% de reajuste salarial. De acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará, Ronaldo Rocha, ouve agressão aos professores.

“A polícia forçou o impedimento da passagem dos professores. Houve um companheiro com braço fraturado por cassetete. Seis professores forma atingidos com spray de pimenta e precisaram de atendimento médico. Teve ainda bala de borracha e gás lacrimogêneo”, disse. Segundo a Secretaria de Comunicação do estado, não houve agressão por parte da polícia. O que ocorreu, segundo o governo, é que os professores forçaram a passagem.

Sem aulas há 35 dias

De acordo com estimativas do sindicato, cerca de 700 mil alunos já foram afetados pela greve que já tem mais de um mês de duração. “Até a semana passada havia 89 municípios paralisados em todo o estado. Isso representava 87% de paralisação da rede”, afirmou Rocha. Segundo ele, nesta semana diminuiu o número de municípios parados, pois há professores que temem retaliações.

Propostas

“O governo está intransigente. O aumento oferecido faz com que o piso salarial seja inferior a R$ 450 por 40 horas trabalhadas. Isso é metade do valor que está sendo discutido no Congresso”, afirmou Rocha. De acordo com a Secretaria de Comunicação, existe a disposição de negociação com a Intersindical, entidade que agrega sindicatos no Pará. O governo diz ainda que se propõe a não descontar o ponto de grevistas que voltarem às salas de aula.





Biblioteca Volante visitará cinco bairros na próxima semana

30 05 2008

Rio – Com atendimento das 10h às 14h, para empréstimo gratuito de até dois livros a cada solicitante, a Biblioteca Volante João Antônio, da Prefeitura, visitará na próxima semana a cinco bairros das zonas Norte e Oeste.

O roteiro da Biblioteca Volante é o seguinte: segunda-feira, 2 de junho, Jabour (Rua Raul Azevedo, 70); terça-feira, 3, Cavalcante (Rua Herculano Pena, junto ao Posto de Assistência Médica); quarta-feira, 4, Ricardo de Albuquerque (Praça Cláudio de Souza); quinta-feira, 5, Vila Valqueire (Rua das Rosas); e sexta-feira, 6, Pavuna (Praça Nossa Senhora das Dores).

O empréstimo de livros é feito pelo prazo de 15 dias, com apresentação de documento de identidade e comprovante de residência (conta de luz, gás ou telefone). Menores de idade devem apresentar, além dessa documentação do pai ou responsável, autorização por escrito.





Professor é agredido por ex-aluno no Distrito Federal

30 05 2008

Globonews TV

 

RIO – Um professor foi espancado por um aluno nesta quinta-feira dentro da escola em que trabalha, em Ceilândia, no Distrito Federal. Valério Mariano dos Santos foi agredido perto de sua sala. De acordo com testemunhas, Laerte Furtado, de 21 anos, deu socos e chutes no professor. Em seguida, o agressor foi até o estacionamento e quebrou o vidro do carro de outro funcionário da escola, depois pulou o muro. Após as primeiras agressões, o professor correu atrás do aluno e foi surpreendido por Laerte e outros dois ex-alunos. De acordo com testemunhas, ele levou mais chutes no rosto e na cabeça, e foi levado para o Hospital da Base inconsciente. Valério teve alta no fim da tarde desta quinta. Funcionários da escola contam que o professor já vinha sendo ameaçado há pelo menos oito anos pelo ex-aluno. Alunos e professores do Centro de Ensino Fundamental nº 04 da Ceilândia ficaram assustados.

- Nós estamos arrasados com o que aconteceu. O professor é muito aplicado, muito dedicado. A partir de agora, a escola está assim, todos estão deprimidos, arrasados – disse a vice-diretora da escola, Maria Madalena de Arruda.





DISCÓRDIA SOBRE CULTOS EM IGREJA DE CORDOVIL VAI PARAR NA JUSTIÇA

30 05 2008

Danielle Mattos – Extra

RIO – Incomodado com os ruídos provocados nos cultos evangélicos da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Cordovil, o funcionário público Wellington dos Santos Dutra, de 27 anos, decidiu recorrer à Justiça. O servidor move uma ação na 1ª Vara Cível da Leopoldina com o objetivo de estabelecer limites de horários e o volume aceitável do som durante os cultos religiosos. Segundo ele, não há um sistema de acústica que possa reduzir o som na IURD

- Não quero indenização da igreja, só gostaria que meu problema fosse resolvido. Quero que os limites sonoros sejam respeitados. Outras pessoas temem reclamar, mas tenho certeza que muitos vizinhos serão beneficiados, se eu vencer a causa – disse o servidor. Segundo Wellington, os problemas começaram com a mudança para Cordovil, em julho de 2005, depois do casamento. As paredes da casa do servidor estão coladas com as do templo religioso. Na ocasião, ele contou que não imaginava que os cultos o incomodariam. De acordo com ele, inúmeras tentativas amistosas foram feitas para que o volume fosse abaixado, principalmente nos fins de semana.

Inspeção da prefeitura

Para tentar provar que o volume sonoro estava realmente alto, o servidor solicitou uma inspeção da Secretaria municipal de Meio Ambiente. O órgão abriu processo administrativo e enviou fiscais para fazer vistorias na igreja e na casa de Wellington. Segundo o funcionário público, os técnicos constaram que o nível de ruído na casa do servidor e na igreja estava acima dos níveis máximos, estabelecidos pela Lei Municipal 3268/01. A IURD do bairro de Cordovil foi advertida para adequar-se aos limites sonoros permitidos por lei. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município. O servidor registrou queixa também na 38ª DP (Brás de Pina), como perturbação da tranqüilidade – “perturbar alguém, o trabalho ou sossego alheios”. Em depoimento à polícia, o pastor responsável pelo templo de Cordovil, Luiz Cláudio Felix, reconheceu que sabia de reclamações de vizinhos, mas que acreditava que os cultos não estavam mais incomodando, pois as queixas pararam. Segundo a defensora pública Themis Moraes Esteves da Silva, da 1ª Vara Civil da Leopoldina, foi feita uma tentativa de acordo entre as partes. Mas, na audiência de conciliação, em março, o advogado que representa a IURD, segundo ela, teria contestado o pedido da defesa de Wellington.

- Propomos uma ação para levar à igreja a criar um sistema de acústica. Se isso não for feito, o juiz tem meios de fazer cessar esse barulho a qualquer preço, seja com multa ou com apreensão de equipamentos, como caixas de som – disse a defensora.

Segundo Themis da Silva, a Justiça pediu perícia técnica nos dois locais. O exame ainda não foi feito.

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Minha opinião: Tem gente que acha que Deus é surdo…