UERJ AVALIA BAIXA ADESÃO AO SISTEMA DE COTAS

12 05 2008

Procura de cotistas pelo vestibular caiu 75% de 2003 a 2008 na instituição.
Em 20 mil alunos, apenas 6,35 mil ingressaram por meio da reserva de vagas.

Da Agência

Primeira a adotar o sistema de reserva de vagas no País, em 2001, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) faz uma avaliação da medida. Atualmente, a instituição tem em torno de 6,35 mil alunos que ingressaram por meio das cotas, num universo de cerca de 20 mil. Uma das perguntas para as quais procura resposta é: por que cada vez menos cotistas se inscrevem no vestibular? De 2003 a 2008, a procura caiu 75%, segundo a sub-reitora de Graduação, Lená Menezes. Lená afirmou suspeitar que o Programa Universidade para Todos (ProUni), criado em 2005, que prevê a concessão de bolsas de estudo a estudantes pobres, seja um dos responsáveis pela queda no número de inscritos. Isso porque muitos alunos optam por estudar mais perto de casa para reduzir gastos com transporte. “Num primeiro momento, existiu uma expectativa grande de que o ingresso na universidade, por si só, resolveria questões de injustiça social. Houve uma certa euforia”, lembrou, ao justificar o elevado número de inscritos em 2003. O grupo de trabalho criado pela Uerj começou a se reunir em março e não tem ainda conclusões sobre a análise. O objetivo da avaliação é entender o sistema e melhorar o acompanhamento dos cotistas e dos formados, agora que duas turmas concluíram a graduação. “Queremos ver se eles estão mesmo em outros patamares de oportunidades”, afirmou. As cotas valem em três universidades e institutos da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec). Na Uerj, funciona o Programa de Iniciação Acadêmica (Proiniciar), que visa a auxiliar os cotistas durante o curso. Em oficinas de leitura e escrita, é oferecido reforço para quem precisar. Atividades culturais ajudam na inserção na vida acadêmica, conforme afirmou a sub-reitora de Graduação da Uerj. Nos dois primeiros anos, todos recebem 190 reais (para o restante do curso, a Uerj informa que não dispõe de verba, atualmente). Existe um plano de aumentar o valor para 250 reais.

Estudante

Para o estudante de Filosofia Cyro Garcia Júnior, na Uerj desde 2004, ainda seria pouco. “Tinha de ser um salário mínimo (415 reais), pelo menos”, disse Garcia Júnior, que, com os 190 reais, nem consegue pagar as passagens de ônibus de trem de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, até a Uerj, no Maracanã. Ele dá aulas na Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro), rede de pré-vestibulares comunitários, no centro, e ganha um salário mínimo. Em casa, ajuda os pais com R$ 100.

 





12 05 2008

CONSELHO DE CLASSE

Decidindo a vida dos alunos no 1º Bimestre





FALTA DE CADEIRAS LEVA ALUNOS A FAZER RODÍZIO PARA ESTUDAR

12 05 2008

Das 15 turmas de escola em Japeri, todos os dias três ficam em casa.
Pais reclamam ainda da falta de merenda e de professores.

Do G1, no Rio, com informações do RJTV

Na Escola municipal Bernardino de Melo, em Japeri, na Baixada Fluminense, uma conta que não fecha vem fazendo com que os estudantes tenham que ficar em casa em dias de aula. Por turno, existem 15 turmas, mas só há carteiras para 12. O resultado: os dois mil alunos de 5ª à 8ª série têm tido que estudar em esquema de rodízio desde o início do ano letivo. Segundo pais e estudantes, das 15 turmas, todo dia três ficam em casa, pois faltam carteiras para todos. Os pais reclamam ainda da falta de professores e de merenda na escola, o que obriga os alunos a levar lanche de casa. De acordo com o Sindicato dos Profissionais da Educação, Japeri tem uma carência de 400 professores e em metade das 30 escolas municipais há problemas de infra-estrutura. Multiplicam-se os problemas e também os cadernos com folhas em branco nas mochilas.

 

Prefeitura diz que já comprou novas carteiras

A Prefeitura de Japeri informou que as carteiras já foram compradas e que, até sexta-feira (16), as aulas vão ser normalizadas. Sobre a falta de professores, a Secretaria municipal de Educação afirma que os professores aprovados no último concurso já foram convocados e que, até a próxima segunda-feira (19), vão estar em sala de aula. As aulas perdidas serão repostas nas férias. A Secretaria informou ainda que a falta de merenda vai ser apurada e negou que haja problemas de infra-estrutura em outras escolas do município.





Lula pede que prefeitos estimulem inscrições de escolas na olimpíada de matemática

12 05 2008

Competição foi criada para mostrar que a disciplina não é nenhum bicho de sete cabeças, diz presidente

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta segunda-feira que prefeitos estimulem as inscrições de escolas públicas na próxima olimpíada de matemática, disciplina que, segundo ele, “costuma causar arrepios até nos mais inteligentes”.

“Foi justamente pensando em melhorar essa relação dos alunos com a matéria e mostrar que a matemática não é nenhum bicho de sete cabeças que foi criada a olimpíada da matemática das escolas públicas”, disse no programa de rádio semanal Café com o Presidente.

Lula destacou que o país conta, atualmente, com “a maior olimpíada de matemática do mundo” e classificou a premiação dos alunos de “motivo de orgulho”.

“Fui ao Rio de Janeiro, no Teatro Municipal, entregar a medalha para os que ganharam ouro. É emocionante e é motivo de orgulho a gente ver aquelas crianças que se dedicaram tanto receberem uma medalha de ouro.”

O prazo para que as escolas públicas possam se inscrever termina no próximo dia 16. As inscrições podem ser feitas por meio do site da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas.

Em 2007, cerca de 17,3 milhões de estudantes de mais de 38 mil escolas do país participaram da terceira edição do concurso. Os 3 mil vencedores receberam, além de medalhas, bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no valor de R$ 100 mensais, durante o período de um ano.