“DEUS ESTÁ NU” - Entrevista do filósofo Michel Onfray

12 Abril, 2008

Reportagem publicada na Revista Veja de 25/05/2005.

Entrevista: Michel Onfray

“Deus está nu”

O filósofo francês mais lido da atualidade diz que as três grandes religiões monoteístas vendem ilusões e devem ser desmascaradas como o rei da fábula de Andersen. Em um tempo em que a religiosidade está em alta, surpreende o livro que se encontra no topo da lista dos mais vendidos na França desde o mês passado, à frente até das biografias de João Paulo II: Tratado de Ateologia. Escrita pelo filósofo mais popular da França na atualidade, Michel Onfray, de 46 anos, a obra é um ataque pesado ao que o autor classifica como “os três grandes monoteísmos”. Segundo Onfray, por trás do discurso pacifista e amoroso, o cristianismo, o islamismo e o judaísmo pregam na verdade a destruição de tudo o que represente liberdade e prazer: “Odeiam o corpo, os desejos, a sexualidade, as mulheres, a inteligência e todos os livros, exceto um”. Essas religiões, afirma o filósofo, exaltam a submissão, a castidade, a fé cega e conformista em nome de um paraíso fictício depois da morte. Para defender essa argumentação, Onfray valeu-se de uma análise detalhada dos textos sagrados, cujas contradições aponta ao longo de todo o livro, e do legado de outros filósofos, como o alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), que proclamou, em uma célebre expressão, a “morte de Deus”. O filósofo escreve em linguagem acessível, a mesma que emprega ao lecionar na cidade de Caen, no norte da França. Ali criou uma “universidade popular” que atrai milhares de pessoas a palestras diárias e gratuitas sobre filosofia, artes e política. Gravadas pela rádio pública France Culture, as aulas de Onfray são sucesso de audiência. Os fãs o consideram um sucessor de Michel Foucault (1926-1984), o mais influente filósofo francês do século passado. Em seus livros, Onfray propõe o que chama de “projeto hedonista ético”, em que defende o direito do ser humano ao prazer. Uma de suas obras, A Escultura de Si, ganhou em 1993 o Prêmio Médicis, o mais importante da França para jovens autores. Onfray também tem detratores, que o acusam de repetir idéias ultrapassadas. Em dois meses seu Tratado vendeu 150.000 exemplares. De seu escritório em Argentan, Onfray concedeu a seguinte entrevista a VEJA.
Veja - Em sua opinião, só o ateu é verdadeiramente livre?

Onfray - Só o homem ateu pode ser livre, porque Deus é incompatível com a liberdade humana. Deus pressupõe a existência de uma providência divina, o que nega a possibilidade de escolher o próprio destino e inventar a própria existência. Se Deus existe, eu não sou livre; por outro lado, se Deus não existe, posso me libertar. A liberdade nunca é dada. Ela se constrói no dia-a-dia. Ora, o princípio fundamental do Deus do cristianismo, do judaísmo e do Islã é um entrave e um inibidor da autonomia do homem.

——————————————–

Para ler o resto da entrevista CLIQUE AQUI e procure por Michel_Onfray_entrevista. 


CRIANDO GOSTO

12 Abril, 2008

Academia de Letras tem versão infantil

Alunos vestem espécie de fardão e têm reuniões em sala de aula

Iniciativa de Maria Sueli reuniu jovens leitores

 

Mais de 50 pré-adolescentes vestem uma espécie de fardão – traje oficial dos membros da Academia Brasileira de Letras (ABL) – e reúnem-se em uma sala de aula após o turno escolar para discutir vida e obra de escritores como GuimarãesRosa e ManuelBandeira. Em vez de indisciplina, uma conversa engajada com direito a disputa de quem sabe mais sobre os autores e pausas para declamar poesia. Esse é o clima das reuniões literárias da Academia Estudantil de Letras (AEL), projeto criado em 2005 pela professora de língua portuguesa Maria Sueli Gonçalves, de 56 anos.A idéia surgiu na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Padre Antonio Viera, no Jardim Nordeste, zona leste de São Paulo. A partir deste ano, com o apoio da Diretoria Regional de Educação da Penha – órgão ligado à Secretaria Municipal da Educação –, o projeto será implantado em outras escolas municipais dessa região de São Paulo.

Além da Emef Padre AntônioVieira, atualmente o projeto é desenvolvido nas escolas

municipais José Carlos de Figueiredo Ferraz, Cecília Meireles, Octávio Mangabeira e

em uma escola estadual, a Prof. João Ramacciotti. O comprometimento dos alunos é tão grande que, segundo Maria Sueli, foi preciso ir além das salas de aula.“ Começamos

a fazer passeios culturais constantes.


CADÊ O MEU LAPTOP QUE ESTAVA AQUI?

12 Abril, 2008

MÃOS AO ALTO!

(Do “O GLOBO” de 12-abr-08)

No último feriadão, ladrões renderam o segurança de uma grande escola estadual da Tijuca, no Rio e levaram 19 laptops do programa de Sérgio Cabral de distribuição de computadores.