Estudante que dormia na aula processa escola por ter sido acordado

30 04 2008

Da Associated Press

Professora teria batido com a mão na carteira em que estudante dormia.

Aluno diz que o barulho lhe causou “danos auditivos severos”

Uma escola americana na cidade de Danbury, no estado de Connecticut, está sendo processada por um aluno que alega ter sofrido “danos auditivos” quando foi acordado por uma professora enquanto dormia durante a aula. Segundo documentos do processo, Vinicios Robacher, um estudante de 15 anos, alega que sua professora Melissa Nadeau teria dado “uma forte batida com a palma da mão” em sua carteira quando ele dormia.

Além do susto, Robacher alega que o barulho causado pelo método pouco usual de ser despertado lhe causou “danos muito severos em seu tímpano esquerdo”. O ato teria acontecido no início de dezembro do ano passado.





Professor da UFBA teve surto, diz Jaques Wagner

30 04 2008

(Do G1, com informações do iBahia. )

Coordenador de medicina afirmou que nota do Enade reflete o ‘baixo QI dos baianos’
Reitor da universidade pediu o afastamento de Antonio Natalino Manta Dantas.

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT-BA), considerou como um “surto de imbecilidade” as declarações do coordenador de medicina da Universidade Federal da Bahia, o professor Antonio Natalino Manta Dantas. O coordenador afirmou que o mau desempenho dos alunos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2007 reflete o “baixo QI dos baianos”. Dantas fez a declaração nesta quarta-feira (30) em entrevista à Rádio Band News FM e à ”Folha de S.Paulo” ao comentar as notas baixas do curso de medicina da UFBA na avaliação do Ministério da Educação (MEC). O coordenador, que é baiano, também disse ao jornal que “O baiano toca berimbau porque só tem uma corda. Se tivesse mais [cordas], não conseguiria”. 

Procurado pelo G1 na manhã desta quarta, o coordenador reafirmou as declarações sobre o desempenho dos estudantes. “O QI dos alunos de medicina é baixo sim. Como vou dizer que eles têm QI alto se eles foram mal em uma prova que o resto do Brasil foi bem? Que eu saiba, não houve boicote à prova do Enade. Então eles [os alunos] mesmos se submeteram à vergonha nacional”, diz o professor Dantas. “Ele teve um surto de imbecilidade. A declaração é de uma imbecilidade ímpar, condenável sob todos os aspectos. Utiliza um conceito ultrapassado, o de QI, e traduz um preconceito profundo contra o povo baiano, que é a terra de Ruy Barbosa, Castro Alves, Caetano Veloso, Glauber Rocha, Gilberto Gil…”, frisou Wagner. O governador falou ainda que Dantas deveria ter assumido com naturalidade o resultado negativo e não fazer uma declaração dessa forma. Jaques Wagner conversou com o reitor da UFBA, Naomar Almeida Filho, sobre as declarações do coordenador.  

 Pedido de afastamento

O reitor Almeida Filho informou que solicitou à faculdade providências para afastar Dantas do cargo de coordenador do colegiado do curso de medicina. Segundo ele, o afastamento depende da congregação da faculdade que deve se reunir nos próximos dias para discutir o assunto. O reitor também disse que recebeu ligações de senadores nessa quarta-feira. “Alguns senadores me ligaram para manifestar a indignação com as declarações [de Dantas], a qual eu compartilho”, afirmou Almeida Filho. Sobre o desempenho do curso de medicina do Enade, o reitor trabalha com a hipótese de boicote dos alunos ao exame. “Existe uma hipótese muito forte de boicote dos  estudantes. Os cursos com notas baixas no Enade em geral têm campanha de boicote patrocinada pelos diretórios acadêmicos. Se houve dez provas em branco, isso já basta para baixar a média”, diz Almeida Filho. A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), ligada ao Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA), anunciou que vai apurar as declarações do coordenador e instaurou procedimento administrativo para investigar o fato. O G1 entrou em contato com Dantas por telefone e deixou recado na caixa postal, mas não obteve resposta. O curso de medicina da UFBA obteve nota 2 no conceito Enade e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), em uma escala de 1 a 5. Segundo o MEC, as 17 instituições do país com baixo desempenho na avaliação serão notificadas a partir da semana que vem e terão de apresentar um relatório justificando os problemas e propondo mudanças.





O início do caminho

30 04 2008

Geny F. Guimarães:

Mestre em Ciências Sociais e Políticas e professora de Geografia
Rio - A Lei 10.639, sancionada pelo presidente Lula, tornou obrigatório o ensino da História da África e do afrobrasileiro em todas as disciplinas dos ensinos fundamental e médio. A lei é fruto de longa batalha dos muitos movimentos negros, das muitas vozes, às vezes solitárias, que militam por uma causa coletiva, mas de forma individual em ações no cotidiano. A lei se torna realidade após tantos projetos, iniciativas e embates dos movimentos negros com o governo. Mas a sua jornada vem de longa data. Assim como a atuação de vários professores criando maneiras de levar para a sala de aula tais discussões, Na maioria das vezes, sendo repudiados pelos próprios colegas de trabalho e a direção escolar. A lei chega para tornar legítima uma prática que para alguns já era real e que para outros está se tornando cotidiano. Agora, tais professores não podem mais ser criticados pela alegação de não cumprirem com o currículo, ou desejarem a discórdia em sala de aula com assuntos polêmicos e tabus. Mas, num país onde as leis geralmente são ignoradas, escolas públicas, sucateadas, e professores, desrespeitados, a lei encontra barreiras. Dentre elas, sua aceitação, pois não se mudam práticas culturais apenas com uma lei. Outra dificuldade diz respeito aos materiais didáticos, praticamente inexistentes, apesar dos vários cursos gerados pelos movimentos negros e da solidariedade de professores que criam mil estratégias de aula e produtos alternativos. Alguns colegas ainda boicotam a lei, escolas ignoram-na e boa parte do material didático ainda é improvisada. Mas alcançamos mais uma vitória com a inclusão da obrigatoriedade para as questões indígenas, ampliando a Lei 10.639 com a Lei 11.465. Falta muito ainda, mas é esse é um caminho.

 





Curso vale cargo em escolas

26 04 2008

Todos os diretores terão que ser aprovados nas aulas de capacitação obrigatórias

Michel Alecrim (“O DIA”)

Rio – As 1.591 escolas estaduais vão passar por programa de gestão. Os 5.330 diretores, subdiretores e orientadores pedagógicos serão capacitados para planejar melhor o ensino. No entanto, quem não aderir e não concluir o curso ou for reprovado será afastado do cargo. O Programa Estadual de Gestão Escolar foi lançado ontem no Palácio Guanabara pelo governador Sérgio Cabral e a secretária de Educação, Tereza Porto. Para o governador, projetos como esse corrigem defasagem histórica. “O que ocorreu com a educação no Brasil nas últimas décadas foi a destruição passo a passo de uma estrutura que era eficiente, que oferecia educação de qualidade e salários dignos aos profissionais. E ela foi ao mesmo tempo fragilizada e massificada”, afirmou Cabral, que defendeu a massificação do ensino com qualidade. Tereza Porto ressaltou que, além de montar um plano com prioridades, os diretores terão que efetivamente cumprir as metas estabelecidas. Quem não fizer o curso ou não comparecer às aulas ou não for aprovado será afastado do cargo.

SINDICATO CRITICA
A coordenadora-geral do Sindicatos Estadual dos Profissionais de Ensino (Sepe), Vera Nepomuceno, afirmou que o programa é um “atentado contra a democracia nas escolas”. “Escola não é empresa nem educação é mercadoria”, disse Vera, que defende eleições diretas para diretores. Já a secretária negou que a medida seja antidemocrática. Segundo ela, o plano terá que ser elaborado com a participação da comunidade.
Aumento para quem fiscalizar programa
A tarefa de acompanhar a implantação do Programa de Gestão nas Escolas ficará a cargo de 170 professores, que passarão por um curso à parte. Quem quiser se candidatar ao novo cargo precisa se inscrever na Internet a partir de segunda-feira. Além da capacitação, os servidores terão aumento e seus salários serão elevados a R$ 2 mil. Segundo a secretária Tereza Porto, esses professores terão a função de verificar de perto se o plano de ação traçado pelo diretor está sendo implantado e colaborar para que as metas sejam cumpridas. A secretaria está tratando-os como “multiplicadores”. Quem quiser se candidatar poderá se inscrever a partir de segunda-feira no site da secretaria (www.educacao.rj.gov.br). A Secretaria de Educação pretende abrir numa segunda etapa outro curso de capacitação em gestão para professores que queiram virar diretores de escola. As metas estabelecidas nessa primeira fase começarão a ser implantadas no ano que vem. O início das palestras ainda não foi marcado. Orientadores pedagógicos também participarão.